Eu sou a pétala que resiste a se despedaçar em tuas mãos
A gota de orvalho que dança nas folhas secas do teu passado
O cheiro da tua terra árida que se molha de chuva
E teu pensamento que desperta uma nostalgia acre-doce
Eu sou a palavra suave que perpassa teus horizontes intransponíveis
A lágrima áspera que expressa a saudade do que se foi
O silêncio amargo que empalidece o teu quarto vazio
E as paredes que emudecem os teus sentimentos não correspondidos
Eu sou a ponte alicerçada no universo das tuas experiências
A lembrança eufônica que afaga teu coração conspícuo
A fonte que alimenta a esperança do teu amor antigo
E os devaneios cor de rosa que florescem da tua dor
Eu sou a margem que delineia a travessia das tuas formas de sentir
A tranparência da água que reflete o teu desejo de reencontro
A introspecção das tuas vivências dolorosas e arrebatadoras
E a saída do labirinto imaterial que tenta te absorver
Eu sou o teu espelho refratado
Aquele que incide e propaga as cores da tua aquarela
[...]
(Thays Coelho)
Maravilhoso, e vc ainda com medo de me mostrar por causa de críticas...
ResponderExcluirMuito bom mesmo, parabéns...